15 setembros depois.

11/09/2016

O post mais comentado* da história desse blog é o intitulado 11 DE SETEMBRO, escrito em 2010, onde eu conto o que estava fazendo no dia 11/09/2001, dia do atentado às Torres Gêmeas. Também pudera, o post se encerra com a pergunta “E vocês, onde estavam nesse momento?”, praticamente obrigando o leitor a interagir – o que gerou os 107 comentários no post até o dia de hoje.

Quinze anos depois, hoje é mais um aniversário dos atentados. Achei interessante compartilhar algumas fotos da região do Ground Zero que tirei na viagem que fiz a Nova York em fevereiro. Lembrando que, na era Instagram/Facebook/Snapchat, algumas poucas fotos são publicadas em tempo real, enquanto outras dezenas ou centenas de boas fotos acabam incógnitas dentro de HDs externos mundo afora. Não quero fazer parte disso.

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O dia não estava dos mais ENSOLARADOS, o que deu às fotos esse clima meio MONÓTONO.

Em 2011, também em Nova York, tirei essa foto abaixo. Recordo à época pensar “Ah, esse WTC novo nem é tão grande…” Mal sabia eu que ele ainda estava a 1/3 do caminho. Hoje, pronto, ele tem 1776 pés de altura (541 metros). 1776 é o ano da independência americana.

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P.S.: a observação do asterisco se refere ao post citado ser o mais comentado da história desse blog. Lembrando que o inavotnam no WordPress é uma importação/continuação do vaca, hospedado no antigo Blogger. Lá, o famoso post dos 500 comentários, de 2001, bateria esse recorde. Infelizmente, esses comentários estão perdidos, salvo parte deles no site de web.archive.org (posso escrever mais além sobre isso).

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P.S.2: o título do post é uma referência a um documentário que eu estava assistindo hoje à tarde no History Channel. Gostei do nome.

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No Day Shall Erase You From The Memory Of Time.

01/08/2016

Mais por preguiça do que por outro motivo, não fiz o tradicional álbum de fotos da viagem depois que Maria Paula e eu fomos a Nova York em fevereiro. Logo, exceto aquelas duas a três fotos por dia publicadas no Instagram, as demais ficaram privadas do conhecimento público, guardadas em um HD externo, não editadas e fadadas ao ostracismo.

Pois bem. Revelá-las-ei aos poucos na sessão do blog “Uma foto e uma história“, que é onde conto alguma história a partir de alguma foto tirada de algum momento da vida.

Esta foto abaixo foi tirada em uma terça-feira (dia 16/02, para ser exato). Sei que é em uma terça-feira pois o Museu Memorial ao 11 de Setembro era de graça a partir das 17h das terças-feiras. Façam as contas: 30 dólares X 2 pessoas X R$ 4,50 (a cotação da época) = IREMOS NA TERÇA-FEIRA.

O museu é muito maior do que eu poderia supor vendo-o pelo lado de fora. MUITO maior. A construção da entrada é relativamente pequena, mas avançando para baixo da terra e entrando nas áreas subterrâneas pertencentes aos antigos prédios, são andares e mais andares de museu. Tanto que imaginamos que das 17h às 20h seria tempo suficiente para ver tudo. Nem de longe. O último terço do museu fomos vendo enquanto éramos empurrados para fora pelos seguranças.

O espaço dessa foto abaixo era possivelmente o maior vão dentro do museu. Calculo que o pé direito devia ter mais de 20 metros, sem exagero. Esse foi o momento que conseguir fazer uma panorâmica (de iPhone) desse painel com o menor número de pessoas na frente. Embora eu quisesse que aparecessem algumas, justamente para servir de parâmetro para percebermos a imensidão do museu.

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Cliquem na foto para ela abrir GRANDONA na tela. A qualidade não é das melhores, pois além de ter sido tirada com o celular, o lugar era um tanto escuro. Dei um tapinha amador no Photoshop pra facilitar. ;)


Marrom marrom.

29/06/2015

Aproveitando um então raro fim de semana sem shows da Fresno, em abril de 2010 Maria Paula e eu viajamos a Nova York para umas mini-férias que duraram cerca de 10 dias. Sabe-se que em Nova York, mais precisamente na região da Times Square, existem nas ruas muitas bancas de camisetas/toucas/moletons que têm como intuito vender aos turistas deslumbrados que por ali andam. Sabe-se também que essas peças de roupa normalmente fazem menção à cidade de Nova York. A estampa mais encontrada, e provavelmente também a mais vendida, é a tradicional I ♥ NY.

Pois bem. Depois de muito avaliar, a Maria Paula chegou à conclusão que queria um canguru marrom de tamanho médio escrito I ♥ NY. Não deveria ser difícil encontrar. Havia MUITAS lojas dessas.

Durante os dez dias, olhávamos TODAS as bancas em busca do específico moletom. O nosso código era simples: viu alguma banca com um moletom marrom, bastava gritar MARROM MARROM. Então nós íamos até a banca e verificávamos se aquele era o modelo que procurávamos.

Havia muitos cangurus com a estampa desejada, mas só de outras cores. Havia também alguns cangurus marrons, mas só com outras estampas. Chegamos até a encontrar o moletom marrom com a estampa certa – mas era de outro tamanho.

A viagem acabou e o tal moletom canguru marrom de tamanho médio escrito I ♥ NY não foi encontrado.

Corta pra setembro de 2011. Tendo novas mini-férias de 10 dias, fui mais uma vez a Nova York. Certo dia, em uma caminhada aleatória, se não me engano na 5ª Avenida, me deparei com uma loja onde todos os produtos estavam com desconto. A loja iria fechar em alguns dias. Pendurados na porta da loja, com cartazes anunciando o desconto, estavam dois moletons: um cinza da FDNY e um CANGURU MARROM DE TAMANHO MÉDIO ESCRITO I ♥ NY!!!!!

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Ah, vocês não imaginam a sensação de choque e, ao mesmo tempo, felicidade. Comprei o canguru na hora! Não poderia decepcionar os deuses da coincidência. Esse viria a ser o presente mais inesperado já dado na história do mundo.

Curiosidade final: esse moletom estava pendurado há muito tempo naquela porta, sofrendo no tecido todas as ações da poluição e da mudança de clima da cidade. Quanto retirei o cartaz anunciando a promoção, o marrom por debaixo do cartaz, protegido pelo mesmo, estava muito mais claro que o marrom do resto do moletom. Não tenho foto disso, mas a diferença era gritante. Comprei mesmo assim, pois aparentemente se tratava de uma peça única no estoque da cidade.