Meu whisky e meus balboas.

28/12/2017

Uma rápida história sobre esta mini garrafinha de Chivas Regal.

Em 2011 eu fiz uma viagem para Nova York pela Copa Airlines, companhia aérea panamenha. A conexão obrigatoriamente seria no aeroporto da Cidade do Panamá, assim como em qualquer voo internacional da Copa Airlines. Pesquisando as passagens, constatei que havia a possibilidade de fazer um stopover na Cidade do Panamá sem nenhum custo extra. Desconheço a tradução desse termo em português, mas explicando: stopover é a conexão na qual o passageiro passa um tempo da cidade onde ele supostamente só ficaria no aeroporto, como se fosse uma LONGA CONEXÃO VOLUNTÁRIA.

A minha viagem de 10 dias em Nova York se transformou em 8 dias em Nova York e 2 dias na Cidade do Panamá. Foi divertido por lá, mas não é o foco do post.

No último dia de viagem, já no aeroporto da Cidade do Panamá, prestes a voltar para o Brasil, percebi que eu não tinha nenhuma moeda de BALBOA para a minha coleção de moedas que eu trago de viagens. Balboa é a moeda local panamenha, que está indexada ao dólar. 1 balboa vale 1 dólar. É como se fosse a mesma moeda. Justamente por causa disso, quase todas as moedas que circulam pelo país são de dólar; a balboa é aceita, lógico, mas existe em menos quantidade. Cédulas de balboa, por sua vez, não existem impressas.

Mas eu queria porque queria levar algumas moedas de balboa pra casa. Então, instantes antes do meu embarque definitivo, peguei minha última nota de 10 dólares e saí procurando pelo aeroporto alguma lojinha onde eu pudesse comprar qualquer cacareco, DESDE QUE me dessem o troco em balboas.

Lá pela 5ª lojinha, encontrei um lugar onde tinham balboas para me dar de troco. Agora eu precisava achar algo com o mínimo de utilidade que custasse menos de 10 dólares.

Foi quando me deparei com esse whisky Chivas Regal 12 anos de 50 ml. O preço está ali na etiqueta, U$ 3,60. Não me lembro exatamente como foi o troco – talvez eu tenha recebido algumas notas de 1 dólar. Mas minhas moedas de balboas estavam, por fim, garantidas.

O whisky eu guardo até hoje. Estou pensando em algum momento emblemático para bebê-lo. Talvez na estreia da seleção do Panamá na próxima Copa do Mundo, que eles disputarão pela 1ª vez. Pode ser, boa ideia. Pensei agora.

Chivas Panama edit

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Vavolas Cage, o retorno.

08/09/2016

Nicolas Cage é um assunto recorrente nesse blog. Nem tão recorrente, na verdade. Ele apareceu por aqui duas vezes, ambas em 2011: no post em que eu publiquei 16 fotos dele em momentos diferentes da carreira e perguntei quem achava ele parecido comigo e quem não achava e no post em que eu apresentei o resultado dessa pesquisa.

Para poupá-los de um ou dois cliques, já antecipo o resultado dessa pesquisa: 54% das pessoas concluíram que sim, eu me pareço com o Nicolas Cage. As demais 46% concluíram que não. Esse debate, que pode chegar a níveis SOCO NA CARA de estresse, é uma das maiores polêmicas da história desse blog.

De qualquer forma, gostaria de agradecer a homenagem feita a mim na Calçada da Fama. Reconhecimento é tudo nessa vida.

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P.S.: eu não me acho parecido com ele, nem um pouco.

P.S. 2: vocês estão ligados que a taxa de manutenção da estrela na Calçada da Fama é de U$ 30.000 e deve ser paga pelo artista? Ou seja, se eu fosse nomeado de verdade, por qualquer motivo aleatório, eu estaria financeiramente ferrado.

P.S. 3: existem cinco “categorias” na Calçada da Fama: cinema, TV, música, rádio e teatro. Gene Autry é a única homenageada nas cinco categorias. Sim, ela tem 5 estrelas em 5 diferentes locais. Meu pobre sósia Nicolas Cage tem uma só (cinema, é claro).

P.S. 4: foto bônus. Percebam que as nossas mãos são do mesmo tamanho. (ns)

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RKC Waalwijk / com muito orgulho / com muito amor.

07/09/2016

Fui desafiado pelo Helinho para uma partida de FIFA há um tempo atrás. Acho que foi em 2014. Então imagino que era o FIFA 14, ou FIFA 15, sei lá.

Minhas desvantagens eram muitas:

1) eu nunca fui um cara de jogar FIFA, e sim Winning Eleven/Pro Evolution
2) eu nunca fui de jogar Xbox, e sim PlayStation;
3) eu não jogava videogame há alguns anos. O último jogo que lembro de jogar pra valer era o PES 2010, no PlayStation 2;
4) os botões de chute e cruzamento hoje são o contrário da minha época;
5) não sei jogar nesse direcional moderno 360º. Só sei jogar no que é uma CRUZ, mas aparentemente ele não funciona mais em jogos de futebol;
6) ele jogava em casa (ok, essa é meio bobagem, mas ainda é um pequeno fator).

Estou descrevendo minuciosamente essas desculpas pois perdi o jogo de 9 a 2. Existem outros agravantes, também. Ele escolheu o Barcelona para mim e o Real Madrid para ele. O Barcelona, por ser um time ofensivo, tem um preset no jogo com as linhas de defesa e meio campo bem avançadas. Dos 9 gols que levei, em uns 7 o jogador dele entrou livre por trás da zaga, que estava praticamente na linha central. Outro agravante: por eu não estar acostumado com o jogo, tive um jogador expulso bem no começo da partida por causa de um carrinho imprudente. No meu tempo, aquele seria um carrinho normal “de jogo”.

A minha decepção comigo mesmo é porque eu realmente era MUITO BOM no Pro Evolution. Bem melhor que todos meus amigos. Claro, estamos falando de 2005, 2006, 2007, por aí, quando a banda ainda morava junto. Eu era tão melhor que jamais escolhia Real Madrid, Barcelona, Milan ou o time que estava na moda. Eu escolhia o RKC WAALWIJK. Senão não dava jogo.

O RKC Waalwijk é um time holandês fundado em 1940 que nessa última década oscilou entre a primeira e a segunda divisão do país. Os craques da época ainda me lembro de cabeça: HOOGENDORP, centroavante matador; SINOUH, goleiro; PEPPINCK, volante; BRAZIL, meio-campista, que se destacava pelo nome; VERMAELEN, zagueiro, que posteriormente faria uma carreira de sucesso no Arsenal e até no Barcelona; e WEVERS, o goleiro reserva que eu colocava de centroavante para humilhar o adversário quando o jogo já estava ganho.

Em março de 2012 passei quatro dias em Amsterdam, incluindo um fim de semana. Foi inevitável olhar a tabela do Campeonato Holandês para ver se o Ajax jogaria na cidade, e eu então poder conhecer a bela Amsterdam Arena. Pois bem. Sim, o Ajax jogaria em casa no domingo. E o adversário seria o… RKC WAALWIJK!

Entrei no site do Ajax para ver os ingressos, mas eles estavam realmente muito caros. Como estava em cima da hora para o jogo, o ingresso mais barato custava cerca de 50 euros. Estávamos em duas pessoas, e o euro estava mais de 3 reais na época… Façam as contas e vejam que não sairia muito barata a brincadeira. Tudo bem. Apesar da coincidência absurda, eu não iria no jogo.

Na sexta ou no sábado anteriores ao jogo, a Maria Paula e eu andávamos por uma pequena rua no centro de Amsterdam quando vimos uma lojinha com uma placa: “COMPRE SEUS INGRESSOS PARA OS JOGOS DO AJAX AQUI”. Ah, não custava nada perguntar, né.  VÁ QUÊ…

– Oi, tudo bem? Qual o ingresso mais barato para o jogo de domingo?
– Temos esse aqui, de 10 euros*.
– 10 euros? Ajax x RKC Waalwijk?
– Sim.
– Me dá dois!

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Depois de entrar no estádio, entendemos como era possível ter um ingresso tão barato. Nossos dois ingressos, na verdade, eram para a torcida adversária. Ou seja, além de tudo, nós estávamos NO MEIO DA TORCIDA DO RKC WAALWIJK! Hahaha. Surreal. Percebam que a área era isolada dos demais torcedores, tendo inclusive uma proteção de acrílico não existente no resto do estádio – talvez para que objetos não fossem atirados pela torcida rival nos torcedores do anel abaixo.

O Ajax venceria o jogo por 3 a 0. Não tem problema. Pois a torcida seguia cantando: EU SOU RKC WAALWIJK / COM MUITO ORGULHO / COM MUITO AMOR (carece de fontes).

* O valor de 10 euros é uma estimativa. Não lembro do valor exato, mas era muito barato em comparação ao que tínhamos visto. Eu tinha uma foto desse ingresso, mas não estou achando. Se achar, atualizo aqui.

UPDATE:

Achei a foto na linha do tempo do meu Facebook. Cada ingresso custou a bagatela de € 11,25.

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Arena Corinthians em tempo real.

03/08/2016

Entre-jogos aqui na Arena Corinthians na abertura dos Jogos Olímpicos de 2016. No primeiro jogo da rodada, Canadá venceu a Austrália por 2 a 0. Em instantes, teremos Alemanha x Zimbábue.

Esta é a visão que temos em uma panorâmica tirada (quase) na altura da linha central do gramado. Tá bonito.

Arena Corinthians Panorâmica

UPDATE: na hora em que subi a foto, não estava conseguindo editar o texto. Esta foto foi tirada às 17h30, entre os jogos Canadá x Austrália e Alemanha x Zimbábue. Nesse momento, estamos no intervalo de Alemanha e Zimbábue. A Alemanha vence por 2 a 0, mas o estádio canta:

EU SOU DO ZIMBÁBUE 🇿🇼 / COM MUITO ORGULHO / COM MUITO AMOR

Ah sim, mais um detalhe não citado: é futebol FEMININO.


No Day Shall Erase You From The Memory Of Time.

01/08/2016

Mais por preguiça do que por outro motivo, não fiz o tradicional álbum de fotos da viagem depois que Maria Paula e eu fomos a Nova York em fevereiro. Logo, exceto aquelas duas a três fotos por dia publicadas no Instagram, as demais ficaram privadas do conhecimento público, guardadas em um HD externo, não editadas e fadadas ao ostracismo.

Pois bem. Revelá-las-ei aos poucos na sessão do blog “Uma foto e uma história“, que é onde conto alguma história a partir de alguma foto tirada de algum momento da vida.

Esta foto abaixo foi tirada em uma terça-feira (dia 16/02, para ser exato). Sei que é em uma terça-feira pois o Museu Memorial ao 11 de Setembro era de graça a partir das 17h das terças-feiras. Façam as contas: 30 dólares X 2 pessoas X R$ 4,50 (a cotação da época) = IREMOS NA TERÇA-FEIRA.

O museu é muito maior do que eu poderia supor vendo-o pelo lado de fora. MUITO maior. A construção da entrada é relativamente pequena, mas avançando para baixo da terra e entrando nas áreas subterrâneas pertencentes aos antigos prédios, são andares e mais andares de museu. Tanto que imaginamos que das 17h às 20h seria tempo suficiente para ver tudo. Nem de longe. O último terço do museu fomos vendo enquanto éramos empurrados para fora pelos seguranças.

O espaço dessa foto abaixo era possivelmente o maior vão dentro do museu. Calculo que o pé direito devia ter mais de 20 metros, sem exagero. Esse foi o momento que conseguir fazer uma panorâmica (de iPhone) desse painel com o menor número de pessoas na frente. Embora eu quisesse que aparecessem algumas, justamente para servir de parâmetro para percebermos a imensidão do museu.

IMG_0027-edit

Cliquem na foto para ela abrir GRANDONA na tela. A qualidade não é das melhores, pois além de ter sido tirada com o celular, o lugar era um tanto escuro. Dei um tapinha amador no Photoshop pra facilitar. ;)


18 em 1.

27/10/2015

Esse post é uma continuação do anterior. Lembram do assunto? Do close no telão do Toyota Center com o Jeremy Lin dando uma entrevista? Da foto de um 1 megapixel dentro da foto de 12 megapixels?

No caso dessa, é uma foto de 1 MB dentro de uma foto de 18 MB (pois a câmera agora é a então-recém-comprada Canon T2i).

Este senhor (sim, é um senhor!) estava tomando um banho de sol em uma área distante do Central Park no verão de 2011 quando eu o fotografei. No momento do clique, dada a minha distância da cena, eu estava na dúvida: era uma senhora de topless ou um senhor de fio dental?

Dando zoom na tela da câmera eu pude ver. Era um senhor de fio dental, pois. Belo look do dia.

Central Park fio dental edit1200


12 em 1.

13/10/2015

Com a alta resolução das fotos do mundo moderno, um simples canto de foto pode virar uma nova foto de resolução bastante aceitável. Usando como referência a Canon portátil que eu possuo, um pedaço da foto original de 4000 x 3000 pixels (12 megapixels) gera uma boa foto de 1200 x 800 (aproximadamente 1 megapixel), que é, geralmente, próximo do tamanho das fotos que colocamos nas redes sociais.

Esta foto abaixo é a parte superior central não redimensionada de uma foto que englobava não só o telão do ginásio, mas também boa parte da quadra e da arquibancada com os jogadores e torcedores celebrando a vitória. Abram essa foto em outra aba e percebam a qualidade da definição. E lembrando que essa foto foi tirada com uma câmera “amadora” – uma Canon PowerShot SX de lente fixa, mas com zoom óptico de 20x.

Telao-Houston-Portland-2014

Sobre o jogo: aconteceu dia 09/03/2014, no Toyota Center, centro de Houston. Eu estava com muito medo de ficar com a fama (comigo mesmo) de pé-frio, pois eu tinha ido a um jogo dos Rockets no ano anterior e eles tinham perdido para Golden State por 30 pontos (108 a 78 – post com fotos aqui). Contra Portland, que abriu o jogo com 10 a 0, a derrota era novamente iminente, após Houston estar perdendo por 13 pontos faltando 5 minutos para o término do jogo.

James Harden e Jeremy Lin, em noite inspirada, principalmente no último quarto e na prorrogação, salvaram minha pele. Tudo sobre o jogo, incluindo vídeos e estatísticas, estão nesse link.

Acabando a prorrogação, e um tanto atrasado, saí CORRENDO pela Polk Street em direção à casa de shows Super Happy Fun Land, onde o show da Fresno começaria cerca de uma hora depois. Fotos do show nesse álbum do Facebook.