Aquele post para reler daqui a 30 anos.

Uma coisa que eu normalmente fazia durante cada viagem era um (ou mais) post(s) relatando como foram todos os dias da viagem. O objetivo principal era sempre o mesmo: quando eu fosse relê-los 30 anos depois, a viagem inteira estaria VÍVIDA em minha memória. Com tempo, a riqueza de detalhes do dia a dia acabou virando um álbum de fotos em ordem cronológica, e olhe lá. Então, agora retomando a tradição, mesmo com um mês de atraso, o que eu vou fazer agora com a viagem que fiz à Flórida em novembro para acompanhar os últimos três shows do Anberlin é exatamente isso. Vamos ver se em um mês eu não me esqueci de nada.

A conexão do voo de ida (assim como viria a ser a do voo de volta) foi em Bogotá, capital colombiana. Daonde se deduz que eu viajei de Avianca. Quatro horinhas (que não acabavam nunca) no Aeroporto El Dorado que me fizeram perceber como a Colômbia vive em função do café. Café pra lá, café pra cá, chocolate acolá. Amostras grátis variadas foram capazes de me entreter parte do tempo, assim como o wi-fi ultra-lento-da-época-da-conexão-discada do Juan Valdéz Café.

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Uma vez na Flórida, foram 6 dias por lá – um pela metade e cinco completos. A primeira metade de dia em Orlando se resumiu a saídas curtas de carro e uma ida a um pub. A chuva deu uma atrapalhada. Seguem os demais cinco dias completos.

DIA 1

Após um início de dia novamente chuvoso, à tarde fui ao Amway Center assistir a Orlando Magic vs. Miami Heat. Com LeBron voltando para Cleveland e Dwyane Wade machucado, o jogo não teve muitas estrelas em quadra. Deu Miami, 99 a 92. Destaque para o MONTENEGRINO Nikola Vučević, com 33 pontos e 17 rebotes na derrota. Vídeos, estatísticas e resumo do jogo AQUI.

Menções honrosas para o hambúrguer comido em um food truck chamado BURGERS GONE WILD e para a senhora que, com o olhar fixo no celular, ficou mais de um minuto aparecendo no telão sem perceber enquanto o ginásio inteiro ria.

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DIA 2

Saída de Orlando e ida para Miami, onde ficaria na casa do Renan por alguns dias. Após uma rápida ida ÀS COMPRAS na parte da tarde, fomos juntos à American Airlines Arena assistir a – eles de novo – Miami Heat contra o Charlotte Hornets. Após o jogo fomos no apartamento do chefe dele, que fica no 30º-e-alguma-coisa andar de um prédio à frente da arena do Heat. Foi lá que descobri que o show do Anberlin de dois dias depois seria em Tampa, e não mais em St. Petersburg. A mudança se deu por causa da previsão do tempo – o local do show em St. Petersburg era a céu aberto. Aí rolou uma operação internet: cancela hotel, pede reembolso, troca as passagens, escolhe o hotel novo. Tudo certo.

O hambúrguer com JALAPEÑO, BACON, ONION RINGS e muita GORDURA SATURADA é de um restaurante chamado Buffalo Wild Wings. Já o jogo terminou com outra vitória do Miami – 94 a 93. Essa mais emocionante, decidida no último lance após um último arremesso errado de Kemba Walker, e na sequência um tapinha também desperdiçado por Al Jefferson. Vídeos, estatísticas, resumo do jogo.

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DIA 3

Os dois primeiros dias foram de NBA, e os três seguintes seriam de Anberlin: Fort Lauderdale, Tampa e Orlando. O show de Ft. Lauderdale era apenas à noite, e eu iria com o Renan – que durante o dia estaria no trabalho. Fiquei com o carro dele para ir a Miami Beach na sede da MTV Latina. O motivo? Finalmente buscar os troféus de melhor artista latino-americano que ganhamos no MTV Europe Music Awards 2013. A MTV europeia havia os entregado em Miami, e eles estavam no depósito da MTV Latina há exatamente um ano.

Um parênteses para o estacionamento do prédio da MTV. Até 30 minutos, 4 dólares. Entre 30 minutos e cinco horas, 32 dólares. Eu já estava aceitando pagar os 32 dólares quando vi que poderia dar tempo de sair do prédio antes de meia hora. Incrivelmente, após descer seis andares do edifício garagem em velocidade recorde, consegui passar na catraca em 29 minutos. CHUPA!

À noite, fomos até Ft. Lauderdale assistir ao primeiro dos três shows restantes em uma casa chamada Revolution Live.

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DIA 4

Logo pela manhã, peguei um ônibus de Miami para Tampa. Foram algumas horas de viagem até chegar na cidade do segundo dos últimos três shows. O grande problema da estadia em Tampa foi que não parava de chover torrencialmente nenhum minuto! Não suficiente, quanto mais perto da hora do show, mais caía o mundo. Abortei a ideia do ônibus e pedi um táxi para ir até o show. Depois de tomar um sufoco e achar que ia me atrasar, achei um táxi disponível. Cheguei a tempo. O nome da casa era The Ritz Ybor.

Sobre as fotos: a primeira é do hotel em Tampa; a segunda é da banda ’69, que abriu os últimos três shows; a duas seguintes são do Copeland, que abriu apenas o show de Tampa, e lançava seu álbum Ixora; a última, por fim, do show do Anberlin. Nessa dia, por causa da chuva, não levei a câmera melhor. Então só tenho fotos do celular. Estão ruins, mas melhor do que nada.

Outro sufoco foi na hora de voltar. Como após o show eu fui no ônibus do Anberlin e fiquei conversando com a galera, acabei saindo tarde demais para ir embora. Não havia mais táxis. O hotel era longe para ir a pé. E eu também não tinha internet para procurar nada melhor. Seguindo meu instinto, achei uma parada de ônibus, com uma tabela de horários. O próximo passaria em 40 minutos. Fiquei esperando. Voltou a chover. Me abriguei na marquise de uma casa. Por fim, o ônibus passou.

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DIA 5

Último dia de viagem, último show da carreira do Anberlin. O show estava sold out há bastante tempo, mas consegui com o produtor do Anberlin um ingresso para o Renan, que iria sair do trabalho em Miami e (não literalmente) voar até Orlando nos quase 400 km de estrada – no fim, ele acabou perdendo as primeiras músicas.

O show foi no House of Blues, um restaurante/casa de shows que fica dentro da Downtown Disney. E foi muito emocionante. Admito que rolou aquela LAGRIMINHA no final do baile. A camiseta “Anberlin Final Show” de três fotos abaixo era exatamente a ÚLTIMA à venda no merchan. Tanto que é um tamanho menor, PERCEBE-SE.

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Após o show, restava lamentar o fim do Anberlin, dormir no hotel em Orlando e voltar no dia seguinte para o Brasil. Uma bela viagem de última hora. Um dia, com calma, eu conto a SAGA DOS TROFÉUS.

Ou vocês acham que embarcar em um aeroporto americano com quatro troféus que incluem uma BOLA DE FERRO é facil?

2 respostas para Aquele post para reler daqui a 30 anos.

  1. que legal ver vc no seu momento fã, bjs

  2. Morrendo de inveja por você ter visto Copeland.
    E se ver Anberlin aqui pela última vez já foi demais, imagina estar presente no último show.
    Aguardando a saga do embarque com os troféus.

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