É NORMAL

“Os americanos morrem

Essas estatísticas. Que coisa. Morrem por ano 500 mil americanos devido a problemas de obesidade. 60 mil por causa da poluição do ar. 120 mil por remédios prescritos pelos seus médicos. Há pouco fiquei sabendo que, anualmente, 500 americanos deixam esse mundo de meu Deus asfixiados na tentativa de diminuir a oxigenação do cérebro, em busca de um orgasmo mais poderoso.
Não sabia que com menos oxigênio a gente tinha orgasmos mais poderosos. Interessante. Deu-me umas idéias, confesso. Mas não é o que me espanta. O que me espanta é como ainda existe americano vivo, isso é que não sei. Eles morrem muito. Das causas mais exóticas. Não que o exotismo seja exclusividade do Grande Irmão do Norte, claro. Certa feita, numa cidade aí em que eu trabalhava, ocorreu uma morte assim peculiar. O sujeito tinha uma Brasília. Amarela. Por Deus, Brasília amarela! Bom, ele morava numa ladeira. Certo dia, chegou em casa com sua Brasília, parou o carro e desceu a fim de abrir o portão. Mas decerto não havia acionado o freio de mão, porque a Brasília começou a descer ladeira abaixo, de ré. Assustado, o nosso herói correu para trás da Brasília, tentando detê-la com as mãos. Não foi uma boa idéia. A Brasília passou por cima dele, e ele morreu.
Você percebeu a tragédia? O cara morreu atropelado pela sua própria Brasília amarela, de ré, sem ninguém dentro! Bastante inusual, mas nos Estados Unidos deve haver estatísticas de pessoas atropeladas por suas próprias Brasílias, e também de americanos vitimados por cofres que lhes caem na cabeça. Essas coisas.
O que interessa é que, embora alguns casos sejam peculiares, quase inacreditáveis, eles acontecem. E acontecem com bastante freqüência, tanto que os americanos os relacionam como estatísticas assustadoras. Quer dizer: não são fortuitos. Não existe azar, ou sorte. Você e eu é que construímos um e outro. Portanto, o Inter não é azarado, apesar da sucessão de infelicidades que têm acometido o clube. Precisa de prova? Consulte as estatísticas americanas. Lá deve estar registrado o caso de algum time no qual os jogadores se lesionam antes de jogar, levam tiro, sofrem acidentes ou doenças misteriosas. O Inter é normal, acredite. O Inter é normal.”

Não estou reproduzindo essa coluna do David Coimbra porque fala de estatística ou do Inter. Apenas porque achei legal.

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