Sarajevo (Bósnia, parte 2/3).

25/08/2015

Aí vai mais uma parte das fotos para a viagem para a Bósnia e Herzegovina. A primeira parte foram as fotos em Banja Luka, e a terceira parte serão as fotos no Parque Nacional de Sutjeska. Mas essas só publicarei após o lançamento do clipe, para não estragar eventuais SURPRESAS.

Bom, vamos lá. Passamos por Sarajevo em três momentos diferentes: quando chegamos ao país no aeroporto de Sarajevo; quando cruzamos o país de Banja Luka ao Parque de Sutjeska; e quando fomos embora da Bósnia.

Momento 1

A nossa chegada no aeroporto. De lá, fomos direto a Banja Luka (três horas de estrada, que na verdade foram umas cinco). No caminho, comemos o 1º ćevapi da viagem na cidade de Travnik.

SarajevoEdit-1 SarajevoEdit-2 SarajevoEdit-3

Momento 2

Após passar um dia e meio em Banja Luka, cruzamos o país até o Parque Nacional de Sutjeska. No caminho, paramos para dar uma volta em Baščaršija (o centro de Sarajevo) e jantar por lá. Seguem algumas fotos:

  1. Guerra não resiste à viagem a Sarajevo após um dia cansativo;
  2. Igreja ortodoxa (sérvia) em Baščaršija;
  3. Lojas de souvenir;
  4. Pôster do Željezničar, campeão bósnio em 2001/02, dentro da ćevabdžnica (restaurante que vende ćevapi);
  5. Linha que exalta o multiculturalismo da cidade e que de forma simbólica separa os lados otomano e áustro-húngaro;
  6. Eternal Flame, a chama que nunca se apaga, em homenagem às vítimas da 2ª Guerra Mundial.

SarajevoEdit-4 SarajevoEdit-5 SarajevoEdit-6 SarajevoEdit-7 SarajevoEdit-8 SarajevoEdit-9

Momento 3

Os últimos momentos da viagem. Nosso voo era às 19:30 do horário local. Chegamos em Sarajevo por volta do meio-dia, deixamos nossas malas em uma agência de turismo local, e fomos dar uma banda a pé no centro de Sarajevo. Fora os quase 40 GRAUS CELSIUS, que limitavam nosso tempo fora da sombra, deu para conhecer um pouco a cidade.

Algumas fotos do centro histórico, agora sim durante o dia:

SarajevoEdit-10 SarajevoEdit-11 SarajevoEdit-12 SarajevoEdit-13 SarajevoEdit-14

O antiquário onde comprei essa moeda lançada em 1983 celebrando os 40 anos da Batalha de Sutjeska:

SarajevoEdit-15 SarajevoEdit-20

A Ponte Latina, onde em 1914 o herdeiro do império áustro-húngaro Franz Ferdinand foi assassinado – o estopim para o início da 1ª Guerra Mundial:

SarajevoEdit-16 SarajevoEdit-17 SarajevoEdit-18

Por fim, essa mini-panorâmica. Ela foi necessária para mostrar os dois lados da cidade em uma foto. À esquerda, o hotel Europa, ultra moderno; à direita, ruínas de sabe-se-lá-quando.

SarajevoEdit-19

E esta foi a Sarajevo que deu tempo de conhecermos. Também fomos ao hotel em que o Lucas se hospedou em 2012 só para devolver a chave que tinha ficado dentro da mochila dele os últimos três anos. A recepcionista ficou incrédula. Por essa eles não esperavam!


Banja Luka (Bósnia, parte 1/3).

22/08/2015

Sequer fiz um álbum de fotos da viagem para a Califórnia em fevereiro, para vocês verem o tamanho da minha preguiça. Então, para também não adiar por tempo indefinido as fotos da viagem para a Bósnia, aqui vai um EMBRIÃO do álbum de fotos – um mini-álbum com fotos na cidade de Banja Luka, onde pousamos nos primeiros dois dias da viagem no flat do diretor do nosso clipe, Dajan Javorac.

Explicação rápida: Banja Luka é a capital “informal” da República Srpska, uma das duas entidades politicamente autônomas que formam a Bósnia e Herzegovina – a outra é a Federação da Bósnia e Herzegovina. O Parque Nacional de Sutjeska, onde posteriormente viríamos a gravar o clipe de Acordar (fotos em breve), também fica na República Srpska. Sarajevo, capital da Bósnia e Herzegovina, fica na Federação da Bósnia e Herzegovina. Sim, é complicado, mas enfim. Mais detalhes na página da Bósnia e Herzegovina na Wikipédia.

A primeira foto não é em Banja Luka, mas sim no aeroporto de Sarajevo, quando aterrizamos no país. O Guerra segura um jornal da República Srpska com uma matéria sobre a Fresno. Desse momento até o fim do dia, nos deslocamos de Sarajevo a Banja Luka, com uma rápida parada em Travnik para jantar o tradicional ćevapi. Ah, mais uma coisa importante para a interpretação da foto: a República Srpska usa o alfabeto cirílico; a Federação da Bósnia e Herzegovina, o nosso alfabeto tradicional:

BanjaLukaEdit-1

As fotos que seguem são da manhã do nosso dia completo em Banja Luka, quando demos entrevistas para a imprensa local, tocamos algumas músicas no violão e tiramos fotos para os jornais e revistas. O local escolhido para o encontro foi o Tvrđava Kastel, que segundo o Dajan, significa CASTELO CASTELO. É uma fortaleza muito antiga e restaurada – a construção original é estimada entre os séculos III e IX d.C.

BanjaLukaEdit-2 BanjaLukaEdit-3 BanjaLukaEdit-4 BanjaLukaEdit-5 BanjaLukaEdit-6 BanjaLukaEdit-7 BanjaLukaEdit-8 BanjaLukaEdit-9 BanjaLukaEdit-10 BanjaLukaEdit-11

Na sequência do dia:

1) Fomos a um restaurante na beira da “praia” da cidade e almoçamos um prato da culinária local (não lembro o nome) que parece uma farinha láctea (com mais gosto de milho) e coalhada seca em cima:

BanjaLukaEdit-12 BanjaLukaEdit-13

P.S.: o Mario e o Guerra não comeram o prato até o fim. Vergonha. Que isso fique registrado.

2) Demos uma volta no centro de Banja Luka, sentamos num barzinho às margens do rio Vrbas, tomamos banho no rio e voltamos a pé para a casa:

BanjaLukaEdit-14 BanjaLukaEdit-15 BanjaLukaEdit-16 BanjaLukaEdit-17 BanjaLukaEdit-18 BanjaLukaEdit-19 BanjaLukaEdit-20

3) Enquanto a metade recifense foi dormir, o Lucas e eu caminhamos 2h15min até chegar ao topo de uma montanha, onde fica o monumento das fotos abaixo, chamado Banj Brdo. Depois, quase mais 2 horas para voltar:

BanjaLukaEdit-21 BanjaLukaEdit-22 BanjaLukaEdit-23 BanjaLukaEdit-24 BanjaLukaEdit-25 BanjaLukaEdit-26

4) Com as últimas forças, ainda fomos a uma festa que a produtora do Dajan estava fazendo o making of:

BanjaLukaEdit-27 BanjaLukaEdit-29

Bônus) Fiquei devendo a foto do ćevapi. Aí vai. Comemos uns cinco ao longo da semana, por isso já me confundi todo e não sei aonde comemos esse da foto:

BanjaLukaEdit-30

Finalizando o post: esse foi provavelmente o dia em que eu fiz mais coisas na minha vida. No contador de passos do iPhone, foram quase 40 MIL PASSOS nesse dia!!! Nem no A PÉ eu ando tanto.

Mas valeu a pena. No dia seguinte, acordamos e rumamos ao Parque Nacional de Sutjeska, com uma rápida passagem por Sarajevo, cidade sobre a qual escrevei o próximo post, quando eu tiver tempo. Parece pouca coisa, mas para editar essas 30 fotos e escrever esse post eu demorei cerca de 4 horas.


Gol da Alemanha.

14/07/2015

Hoje completa um ano da final da Copa do Mundo, por isso o post. Na verdade ontem, porque eu comecei a escrever esse post no dia 13, mas só estou terminando agora no dia 14.

Mesmo diante da dificuldade em conseguir ingressos (não consegui NENHUM no sorteio), eu utilizei meu conhecimento prévio do sistema de vendas da FIFA durante a Copa das Confederações para aplicá-lo na Copa do Mundo. Minhas táticas de compra eram ótimas (não vou explicar aqui porque não teria nenhuma utilidade após a Copa).

Para a primeira fase, consegui comprar nove ingressos para mim. Somando os que comprei para amigos, devo ter conseguido em torno de 30. Das oitavas-de-final em diante, estava muito mais complicado. Eu não tinha mais como concorrer com os sites que DISPARAVAM UM ALARME quando uma nova leva de ingressos chegava. Ainda assim, foi com a ajuda de um site desses que eu consegui comprar o meu ingresso para o inacreditável 7 a 1.

Eu me policiei para não ficar perdendo tempo tirando fotos. Por exemplo, no jogo Uruguai x Inglaterra, em São Paulo, eu tirei UMA ÚNICA foto do jogo, que será mostrada logo mais. Por isso, o meu álbum de fotos pessoal da Copa do Mundo é um tanto pobre. Não só são poucas fotos, como foram tiradas todas do celular.

Jogo 1 – 12/06/2014 – Brasil 3×1 Croácia – Arena de São Paulo, São Paulo

Comprei o ingresso dois ou três dias antes. Eu estava no computador parado na tela da venda de ingressos pensando “será que eles não vão liberar mais ingressos para esse jogo?” quando, DO NADA, apareceram DEZENAS DE INGRESSOS de TODAS AS CATEGORIAS. Deu tempo de comprar um ingresso pra mim (da categoria 4, a mais barata) e depois ainda mais um da categoria 2 ou 3, que repassei pra Mirella. Quando tentei um terceiro ingresso, já não tinha mais nada.

01 Copa Brasil Croacia 1 01 Copa Brasil Croacia 2

Jogo 2 – 15/06/2014 – França 3×0 Honduras – Beira-Rio, Porto Alegre

Lembro que no desespero de achar que não ia ver nenhum jogo, comprei pelo site da FIFA um ingresso caríssimo para esse jogo, que custava 350 reais. Depois eu comprei outro pelo preço mínimo, 60 reais, e devolvi o de 350 para o site.

Esse jogo entrou para a história como a primeira vez em que a câmera que mostrava se a bola entrou teve utilidade.

02 Copa França Honduras 1 02 Copa França Honduras 2

Jogo 3 – 18/06/2014 – Austrália 2×3 Holanda – Beira-Rio, Porto Alegre

O jogo dos golaços: o sem pulo de canhota do Cahill (Austrália) e o de peixinho do Van Persie (Holanda).

03 Holanda Australia 1 03 Holanda Australia 2

Jogo 4 – 19/06/2014 – Uruguai 2×1 Inglaterra – Arena de São Paulo, São Paulo

O meu lugar era uma BOSTA. Longe pra caralho, e ainda tinha uma grade de proteção atrapalhando minha visão. No intervalo, mudei de lugar – para um ainda mais longe, mas que pelo menos não tinha a maldita grade na frente.

04 Inglaterra Uruguai

Jogo 5 – 20/06/2014 – Honduras 1×2 Equador – Arena da Baixada, Curitiba

Até que foi bom, apenas da baixa expectativa. Também mudei de lugar no intervalo. Saí de trás de um dos gols para invadir uma área mais nobre que tinha algumas cadeiras livres.

05 Equador Honduras 1 05 Equador Honduras 2

Jogo 6 – 23/06/2014 – Holanda 2×0 Chile – Arena de São Paulo, São Paulo

Valia a liderança do grupo, pois ambos haviam derrotado Austrália e Espanha. O perdedor enfrentaria o Brasil na fase seguinte, e sobrou para os chilenos.

06 Holanda Chile

Jogo 7 – 24/06/2014 – Costa Rica 0x0 Inglaterra – Mineirão, Belo Horizonte

Antes da Copa, a projeção para este jogo de última rodada era: a Inglaterra brigando pela liderança contra a Costa Rica eliminada. O que acabou acontecendo: a Costa Rica empatando para ser líder do “Grupo da Morte”, e a Inglaterra eliminada. Depois de 6 jogos movimentadíssimos, esse foi o primeiro 0 a 0 que eu vi.

07 Inglaterra Costa Rica

Jogo 8 – 25/06/2014 – Bósnia-Herzegovina 3×1 Irã – Fonte Nova, Salvador

Um dos jogos menos desejados da primeira fase. A Bósnia, já eliminada, contra o Irã, com chances mínimas. Apesar de pouca expectativa, o jogo foi muito bom. Fui vestido a caráter e fiz amizade com uns VELHOS BÓSNIOS DO CAMAROTE, que inclusive me deram uns presentes. DŽEKO NELES!

08 Bósnia Irã 1 08 Bósnia Irã 2 08 Bósnia Irã 3

Jogo 9 – 26/04/2014 – Coreia do Sul 0x1 Bélgica – Arena de São Paulo, São Paulo

Com certeza o jogo mais chato que eu fui na primeira fase. E eu estava exausto das viagens, pois esse era o 4º dia seguido que eu estava indo aos jogos.

09 Coreia Belgica 1 09 Coreia Belgica 2

Jogo 10 – 30/06/2014 – França 2×0 Nigéria – Estádio Nacional, Brasília

Nesse dia tinha show da Fresno na FIFA Fan Fest de Brasília, e aproveitei para ir com o Daniel nesse jogo.

10 Nigéria França 1 10 Nigéria França 2

Jogo 11 – 01/07/2014 – Argentina 1×0 Suíça – Arena de São Paulo, São Paulo

A essas alturas, conseguir ingressos pelo site já estava impossível. Quem me conseguiu esses dois foi a Mirella – por coincidência, a soma dos dois ingressos que ela me deu era exatamente o valor do ingresso da abertura que eu consegui pra ela. Ou seja, ficamos QUITES.

Nosso lugar era no meio de vários argentinos. O que propiciou diversos CLIMAS TENSOS ao longo da partida. No fim do segundo tempo da prorrogação, eles ganharam por 1 a 0 em uma jogada do Messi e gol do Di María. Confesso que eu dei uma torcidinha de leve pra Argentina pra não tomar uma cadeira na cabeça.

11 Argentina Suíça 1 11 Argentina Suíça 2

Jogo 12 – 08/07/2014 – Brasil 1×7 Alemanha – Mineirão, Belo Horizonte

O que vale contar sobre esse jogo é a saga do ingresso e do deslocamento para BH.

Eu estava em casa dormindo quando disparou o alarme do site de vendas às 12:30. Fui calmamente ao computador para ver se conseguia comprar. VER SE CONSEGUIA porque nas outras 20 vezes que o alarme disparou durante o mata-mata eu não consegui comprar nada. Era muita gente utilizando esse site.

Então eu cliquei no jogo do Brasil, digitei o CAPTCHA e….. PIMBA! Eu consegui! VIVA!!!

Mas peraí. Quem disse que eu conseguiria chegar em Belo Horizonte até às 17h?

Nos 15 minutos de “reserva” do ingresso, eu precisava confirmá-lo ou desistir dele. Entrei rapidamente no site de vendas de passagens para ver se havia algum voo em tempo hábil. Sim, havia um. Ele saía de Congonhas às 14h30 e chegava em Confins às 16h. Resolvi arriscar.

Meu voo atrasou uns 15 minutos porque uma velha não queria abrir mão de levar uma das bagagem dela consigo no avião, quando as comissárias insistiam que a mala deveria ser despachada. A velha acabou cedendo, mas mesmo assim atrasando o voo de todo mundo.

Se o Mineirão fosse igual a qualquer outro estádio da Copa, eu teria pegado o jogo desde o início. Dividi um táxi com um companheiro de voo que já tinha deixado o táxi preparado na saída do aeroporto de Confins. Cheguei na barreira do Mineirão às 16h55. Só tinha um problema: a barreira era MUITO LONGE do estádio. Cerca de 1 km. E pior: era uma SUBIDA.

Parti correndo em direção ao estádio (o meu parceiro de táxi desistiu nos primeiros 100 metros). Eu podia ouvir os gritos da torcida, os hinos dos países, o apito inicial. Já no Mineirão, ainda tive que dar meia volta no estádio, pois meu portão ficava do outro lado.

Entrei correndo pelo túnel de entrada do meu setor e, enquanto eu ainda estava de pé, Gol da Alemanha.

Eu ainda estava suado da corrida quando a Alemanha marcou o quinto gol.

12 Brasil Alemanha


Marrom marrom.

29/06/2015

Aproveitando um então raro fim de semana sem shows da Fresno, em abril de 2010 Maria Paula e eu viajamos a Nova York para umas mini-férias que duraram cerca de 10 dias. Sabe-se que em Nova York, mais precisamente na região da Times Square, existem nas ruas muitas bancas de camisetas/toucas/moletons que têm como intuito vender aos turistas deslumbrados que por ali andam. Sabe-se também que essas peças de roupa normalmente fazem menção à cidade de Nova York. A estampa mais encontrada, e provavelmente também a mais vendida, é a tradicional I ♥ NY.

Pois bem. Depois de muito avaliar, a Maria Paula chegou à conclusão que queria um canguru marrom de tamanho médio escrito I ♥ NY. Não deveria ser difícil encontrar. Havia MUITAS lojas dessas.

Durante os dez dias, olhávamos TODAS as bancas em busca do específico moletom. O nosso código era simples: viu alguma banca com um moletom marrom, bastava gritar MARROM MARROM. Então nós íamos até a banca e verificávamos se aquele era o modelo que procurávamos.

Havia muitos cangurus com a estampa desejada, mas só de outras cores. Havia também alguns cangurus marrons, mas só com outras estampas. Chegamos até a encontrar o moletom marrom com a estampa certa – mas era de outro tamanho.

A viagem acabou e o tal moletom canguru marrom de tamanho médio escrito I ♥ NY não foi encontrado.

Corta pra setembro de 2011. Tendo novas mini-férias de 10 dias, fui mais uma vez a Nova York. Certo dia, em uma caminhada aleatória, se não me engano na 5ª Avenida, me deparei com uma loja onde todos os produtos estavam com desconto. A loja iria fechar em alguns dias. Pendurados na porta da loja, com cartazes anunciando o desconto, estavam dois moletons: um cinza da FDNY e um CANGURU MARROM DE TAMANHO MÉDIO ESCRITO I ♥ NY!!!!!

Marrom marrom edit1200

Ah, vocês não imaginam a sensação de choque e, ao mesmo tempo, felicidade. Comprei o canguru na hora! Não poderia decepcionar os deuses da coincidência. Esse viria a ser o presente mais inesperado já dado na história do mundo.

Curiosidade final: esse moletom estava pendurado há muito tempo naquela porta, sofrendo no tecido todas as ações da poluição e da mudança de clima da cidade. Quanto retirei o cartaz anunciando a promoção, o marrom por debaixo do cartaz, protegido pelo mesmo, estava muito mais claro que o marrom do resto do moletom. Não tenho foto disso, mas a diferença era gritante. Comprei mesmo assim, pois aparentemente se tratava de uma peça única no estoque da cidade.


Brasil com a Argentina.

28/06/2015

Essa foto foi tirada em 20 de agosto de DOIS MIL E DOZE, há praticamente três anos. Desde então, está parada no meu desktop. O objetivo da foto era publicar na ocasião de um jogo entre Argentina e Brasil. Aí eu iria fazer alguma piada em relação às placas e pronto.

Insta Argentina Brasil

Desde então, aconteceram três jogos entre Brasil e Argentina, todos pelo inventado “Superclássico das Américas”: a edição de 2012, em jogos de ida e volta, vencida pelo Brasil nos pênaltis; e o jogo único em 2014, disputado na China, também vencido pelo Brasil. Em todas essas vezes, eu me esqueci de publicar a foto.

Mas agora tudo conspirava para dar certo: Argentina já classificada para a semifinal da Copa América, Brasil enfrentando o Paraguai na outra quarta-de-final, e, principalmente, eu já com a foto engatilhada para publicar no Instagram.

Não deu. Com Argentina x Paraguai classificados, não faria sentido eu publicar a foto. Então eu conto essa história aqui para me livrar dessa maldita foto poluindo meu desktop há tanto tempo. Agora posso apagá-la em paz.

Em tempo: essa é um esquina bem movimentada aqui de São Paulo. Não tem a tradição de uma Ipiranga com a São João, mas pelo menos tem mais RIVALIDADE.


Empate com gosto de vitória. Ou o contrário.

29/03/2015

Olha que absurdo. 

Eu estava acompanhando o jogo Inter x União Frederiquense pelo Campeonato Gaúcho pelo site do Terra no celular. Zero a zero no primeiro tempo. O Inter atacava, atacava, e nada. No 2º tempo, teve um pênalti a favor. Mas o goleiro do União defendeu. Continuou pressionando. Nada de gol. Porra, por que o Diego Aguirre não põe mais um atacante?

No fim, 0 a 0 no placar contra um dos piores times do campeonato. Resultado ruim, pensei. Taí a prova abaixo. 

  

SÓ QUE NÃO. Aí eu entrei no Twitter e li “Inter vence com gol de Valdívia e assume a liderança”. Como assim “vence”??? Eu vi o lance a lance do jogo, foi 0 a 0. Tá ali no print screen, 0 a 0. 

Pois bem, o site do Terra simplesmente OMITIU o gol do Inter. Ignorou completamente, não anunciou nada.  E continuou o lance a lance como se nada tivesse acontecido. Resultado final: 0 a 0. E eu acreditei. 

Coitado do Diego Aguirre. Eu reclamando pra ele colocar mais um atacante, e ele já estava SECRETAMENTE vencendo o jogo. PORRA, TERRA. 


Vim, não vi, não venci.

09/01/2015

Emendando esse post no de ontem, mais uma história sobre a minha passagem CÉLERE pelo Panamá em 2011.

Após assistir o Inter perder para o Independiente de Avellaneda na partida de ida da final da Recopa (venceria a volta por 3 a 1 e seria campeão), dormi e acordei bem cedo para sair junto com um guia e um grupo de venezuelanos que estava hospedado no meu hotel para conhecer os pontos turísticos da cidade. A primeira parada seria no mais famoso deles, o Canal do Panamá. Mais precisamente na Estação Miraflores.

O plano era claro: sair do hotel às 8h45 da manhã para chegar no máximo às 9h na Estação Miraflores. É exatamente às 9 da manhã que os navios começam a cruzar o canal na altura da estação.

Quem me conhece sabe que eu sou pontual e não me atrasaria jamais para a saída do hotel. O problema eram os venezuelanos, compostos de uma criança de colo, idosos e alguns adultos. Dada a homogeneidade do grupo e todas as possibilidades, até que não atrasaram tanto – cerca de 10 minutos. Mas 10 minutos que seriam fundamentais no final da história.

Entramos no carro e fomos calmamente para a estação. Afinal, segundo nosso guia, uma média de 10 navios cruza o canal diariamente naquele horário. No pior dos casos, perderíamos o primeiro, e não seria grande coisa.

Ah, mas o seguro morreu de velho, e não obedecemos o velho ditado. Quis nosso amigo DESTINO que justamente naquele exato dia, SÓ NAQUELE DIA, apenas UM ÚNICO navio cruzasse o canal. Um ponto totalmente fora da curva, um OUTLIER na estatística. Uma pena. Chegamos lá somente às 9h07. E o resumo da ópera é: eu não vi o maldito navio cruzar a estação e eu não vi a engenhoca toda funcionando. A cena quando cheguei já era essa abaixo. O único navio da manhã já tinha passado, e estava pronto para seguir viagem.

Canal do Panama fail edit1200

Ficou curioso que nem eu fiquei no dia? Nesse vídeo abaixo tem uma animação mostrando passo a passo como os navios cruzam o Canal do Panamá:

E nesse vídeo amador é possível ver um exemplo de navio passando de uma eclusa para outra.

Para mais fotos dessa viagem, vejam esse post escrito à época. As fotos no Panamá são as últimas dez.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 96.984 outros seguidores