Vim, não vi, não venci.

09/01/2015

Emendando esse post no de ontem, mais uma história sobre a minha passagem CÉLERE pelo Panamá em 2011.

Após assistir o Inter perder para o Independiente de Avellaneda na partida de ida da final da Recopa (venceria a volta por 3 a 1 e seria campeão), dormi e acordei bem cedo para sair junto com um guia e um grupo de venezuelanos que estava hospedado no meu hotel para conhecer os pontos turísticos da cidade. A primeira parada seria no mais famoso deles, o Canal do Panamá. Mais precisamente na Estação Miraflores.

O plano era claro: sair do hotel às 8h45 da manhã para chegar no máximo às 9h na Estação Miraflores. É exatamente às 9 da manhã que os navios começam a cruzar o canal na altura da estação.

Quem me conhece sabe que eu sou pontual e não me atrasaria jamais para a saída do hotel. O problema eram os venezuelanos, compostos de uma criança de colo, idosos e alguns adultos. Dada a homogeneidade do grupo e todas as possibilidades, até que não atrasaram tanto – cerca de 10 minutos. Mas 10 minutos que seriam fundamentais no final da história.

Entramos no carro e fomos calmamente para a estação. Afinal, segundo nosso guia, uma média de 10 navios cruza o canal diariamente naquele horário. No pior dos casos, perderíamos o primeiro, e não seria grande coisa.

Ah, mas o seguro morreu de velho, e não obedecemos o velho ditado. Quis nosso amigo DESTINO que justamente naquele exato dia, SÓ NAQUELE DIA, apenas UM ÚNICO navio cruzasse o canal. Um ponto totalmente fora da curva, um OUTLIER na estatística. Uma pena. Chegamos lá somente às 9h07. E o resumo da ópera é: eu não vi o maldito navio cruzar a estação e eu não vi a engenhoca toda funcionando. A cena quando cheguei já era essa abaixo. O único navio da manhã já tinha passado, e estava pronto para seguir viagem.

Canal do Panama fail edit1200

Ficou curioso que nem eu fiquei no dia? Nesse vídeo abaixo tem uma animação mostrando passo a passo como os navios cruzam o Canal do Panamá:

E nesse vídeo amador é possível ver um exemplo de navio passando de uma eclusa para outra.

Para mais fotos dessa viagem, vejam esse post escrito à época. As fotos no Panamá são as últimas dez.


Fresno, Panamá.

08/01/2015

Em 2011 eu passei um dia e meio na Cidade do Panamá devido a uma conexão voltando de Nova York para São Paulo. Foi por vontade própria, antes que alguém comece a xingar a Copa Airlines. Eu queria apenas conhecer um pouco da cidade, já que eu teria essa oportunidade de um jeito praticamente gratuito.

Cheguei no aeroporto e peguei um táxi para o meu hotel, chamado EURO HOTEL. Deixei as malas e saí para uma caminhada ali mesmo no bairro. Aleatoriamente, saí caminhando a rua do hotel para a direita, procurando algum restaurante, bar ou posto de gasolina para comer alguma coisa. Depois de andar alguns passos, virei a cabeça para a direita e vi esse muro:

Fresno Clima Copeland edit1200

Aí eu fiquei incrédulo. A alguns passos do meu hotel, escolhido na internet com base em alguns comentários de outros hóspedes, tinha um muro escrito FRESNO bem grande. A Fresno Clima, pela minha impressão da hora, era alguma loja de reparo de ar condicionados. Tirei a foto e continuei a minha caminhada.

Estou escrevendo isso quatro anos e meio depois, então esses dias eu comecei a me perguntar o quão real era a minha memória, e o quão eu tinha inventado aquilo dentro da minha cabeça. Vai ver nem era perto do meu hotel, sei lá. Os anos vão distorcendo as memórias das pessoas.

Fui atrás da Fresno Clima na internet e achei esta página no Facebook. Na verdade nem uma página é, e sim um perfil com o nome Fresno Clima Panamá. A foto do perfil é essa:

Fresno Clima Panama perfil

Peguei o endereço do folder (Perejil Calle, 1ra.) e coloquei no Google Maps. Não deu outra. Eu estava absolutamente certo. Vejam no mapa do Google onde fica o Euro Hotel e onde fica a Rua 1ª, ambos marcados com setas vermelhas (o hotel é a estrela amarela):

Mapa Panama Perejil

Agora fazendo a reconstituição do meu itinerário. Saí do Euro Hotel sentido sudoeste, descendo a Avenida Central. Na altura do círculo verde, olhei para a direita e vi o muro escrito Fresno Clima. Lembro que era os fundos/lateral de uma casa. Muito provavelmente de uma casa na Rua 1ª, que tinha um lado virado para a Avenida Central. Essa era a Fresno Clima. Mistério resolvido. Eu estava certo. Não estou ficando louco.

Tudo isso poderia ser resolvido com o Street View, mas o Google ainda não tem o Street View na Cidade do Panamá. Mas um dia terá. Pesquisei e eles já estão fazendo as imagens das ruas. Quando publicarem, eu atualizo aqui.

Não suficiente, no muro também está escrito “Copeland”, uma banda da qual nós Fresnos gostamos muito. No contexto, Copeland é uma marca de compressores de ar condicionados. Já dei um Google e descobri isso também.


Foto: Bob Gruen.

05/01/2015

Essa parece uma foto normal, tirada por qualquer pessoa aleatória. ENGANAM-SE VOCÊS. Eis a história por trás deste retrato.

Bob Gruen 1

O Lucas e eu caminhávamos pelas ruas de Austin, Texas, em direção ao Centro de Convenções da cidade. Durante o festival SXSW, esse lugar é palco de várias palestras, shows, além de ser um ponto de encontro de todos os participantes – principalmente por ter internet de graça.

A cerca de 50 metros do Convention Center, avistamos aquele que aparentava ser Bob Gruen, famoso fotógrafo de diversos artistas do rock mundial, com destaque para a fase em que foi fotógrafo pessoal do John Lennon (a sessão de fotos mais famosa é aquela clássica com a camiseta NEW YORK CITY).

Fomos em sua direção e pedimos gentilmente para tirarmos fotos nossas com ele. A primeira foi Lucas e Bob; a segunda Bob e eu. Antes de ele partir, num rápido pensamento o Lucas disse:

– Agora tu tira uma foto de nós dois.

DE CERTA FORMA, podemos afirmar que a Fresno entrou para o rol das bandas fotografadas por Bob Gruen.

Como a foto acima não prova nada, toda essa história poderia ser uma bela e grande mentira. Por isso reproduzo a foto seguinte para, se não comprovar, pelo menos dar credibilidade a minha história. A foto do Lucas com o Bob Gruen eu não achei. Mas ela existe, provavelmente no celular dele (do Lucas, não do Bob).

Bob Gruen 2


Este post foi escrito apenas para dizer algo muito importante sobre meu avatar.

03/01/2015

Essa foto (ou SELFIE, embora a palavra não fosse usada na época) foi tirada pelo Cuper despretensiosamente durante o carnaval de 2011 em Montevidéu, mais precisamente às 18:38 do dia 04 de março. Dias depois, em 14 de março de 2011, ao usar um programa de manipulação de imagens digitais, recortei a minha cara da foto e a pus como avatar no meu perfil do Twitter.

cara thumbnail Twitter

O Twitter aparentemente sobreviveu à onda das redes sociais e ainda hoje, no primeiro mês de 2015, é uma das ferramentas de comunicação mais populares da internet. Pessoas interagem, eu interajo. Por causa da manutenção deste avatar recebo diariamente inúmeros tweets, tais como os 43 da coletânea que fiz e mostro abaixo.

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Reparem nas datas das mensagens. Em maio de 2011, menos de dois meses depois de estabelecida, já começavam os pedidos para a troca da foto do avatar – pedidos que se estenderam pelos últimos 4 anos.

Este post foi escrito apenas para dizer algo muito importante sobre meu avatar: não vou mudá-lo.


Aquele post para reler daqui a 30 anos.

27/12/2014

Uma coisa que eu normalmente fazia durante cada viagem era um (ou mais) post(s) relatando como foram todos os dias da viagem. O objetivo principal era sempre o mesmo: quando eu fosse relê-los 30 anos depois, a viagem inteira estaria VÍVIDA em minha memória. Com tempo, a riqueza de detalhes do dia a dia acabou virando um álbum de fotos em ordem cronológica, e olhe lá. Então, agora retomando a tradição, mesmo com um mês de atraso, o que eu vou fazer agora com a viagem que fiz à Flórida em novembro para acompanhar os últimos três shows do Anberlin é exatamente isso. Vamos ver se em um mês eu não me esqueci de nada.

A conexão do voo de ida (assim como viria a ser a do voo de volta) foi em Bogotá, capital colombiana. Daonde se deduz que eu viajei de Avianca. Quatro horinhas (que não acabavam nunca) no Aeroporto El Dorado que me fizeram perceber como a Colômbia vive em função do café. Café pra lá, café pra cá, chocolate acolá. Amostras grátis variadas foram capazes de me entreter parte do tempo, assim como o wi-fi ultra-lento-da-época-da-conexão-discada do Juan Valdéz Café.

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Uma vez na Flórida, foram 6 dias por lá – um pela metade e cinco completos. A primeira metade de dia em Orlando se resumiu a saídas curtas de carro e uma ida a um pub. A chuva deu uma atrapalhada. Seguem os demais cinco dias completos.

DIA 1

Após um início de dia novamente chuvoso, à tarde fui ao Amway Center assistir a Orlando Magic vs. Miami Heat. Com LeBron voltando para Cleveland e Dwyane Wade machucado, o jogo não teve muitas estrelas em quadra. Deu Miami, 99 a 92. Destaque para o MONTENEGRINO Nikola Vučević, com 33 pontos e 17 rebotes na derrota. Vídeos, estatísticas e resumo do jogo AQUI.

Menções honrosas para o hambúrguer comido em um food truck chamado BURGERS GONE WILD e para a senhora que, com o olhar fixo no celular, ficou mais de um minuto aparecendo no telão sem perceber enquanto o ginásio inteiro ria.

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DIA 2

Saída de Orlando e ida para Miami, onde ficaria na casa do Renan por alguns dias. Após uma rápida ida ÀS COMPRAS na parte da tarde, fomos juntos à American Airlines Arena assistir a – eles de novo – Miami Heat contra o Charlotte Hornets. Após o jogo fomos no apartamento do chefe dele, que fica no 30º-e-alguma-coisa andar de um prédio à frente da arena do Heat. Foi lá que descobri que o show do Anberlin de dois dias depois seria em Tampa, e não mais em St. Petersburg. A mudança se deu por causa da previsão do tempo – o local do show em St. Petersburg era a céu aberto. Aí rolou uma operação internet: cancela hotel, pede reembolso, troca as passagens, escolhe o hotel novo. Tudo certo.

O hambúrguer com JALAPEÑO, BACON, ONION RINGS e muita GORDURA SATURADA é de um restaurante chamado Buffalo Wild Wings. Já o jogo terminou com outra vitória do Miami – 94 a 93. Essa mais emocionante, decidida no último lance após um último arremesso errado de Kemba Walker, e na sequência um tapinha também desperdiçado por Al Jefferson. Vídeos, estatísticas, resumo do jogo.

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DIA 3

Os dois primeiros dias foram de NBA, e os três seguintes seriam de Anberlin: Fort Lauderdale, Tampa e Orlando. O show de Ft. Lauderdale era apenas à noite, e eu iria com o Renan – que durante o dia estaria no trabalho. Fiquei com o carro dele para ir a Miami Beach na sede da MTV Latina. O motivo? Finalmente buscar os troféus de melhor artista latino-americano que ganhamos no MTV Europe Music Awards 2013. A MTV europeia havia os entregado em Miami, e eles estavam no depósito da MTV Latina há exatamente um ano.

Um parênteses para o estacionamento do prédio da MTV. Até 30 minutos, 4 dólares. Entre 30 minutos e cinco horas, 32 dólares. Eu já estava aceitando pagar os 32 dólares quando vi que poderia dar tempo de sair do prédio antes de meia hora. Incrivelmente, após descer seis andares do edifício garagem em velocidade recorde, consegui passar na catraca em 29 minutos. CHUPA!

À noite, fomos até Ft. Lauderdale assistir ao primeiro dos três shows restantes em uma casa chamada Revolution Live.

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DIA 4

Logo pela manhã, peguei um ônibus de Miami para Tampa. Foram algumas horas de viagem até chegar na cidade do segundo dos últimos três shows. O grande problema da estadia em Tampa foi que não parava de chover torrencialmente nenhum minuto! Não suficiente, quanto mais perto da hora do show, mais caía o mundo. Abortei a ideia do ônibus e pedi um táxi para ir até o show. Depois de tomar um sufoco e achar que ia me atrasar, achei um táxi disponível. Cheguei a tempo. O nome da casa era The Ritz Ybor.

Sobre as fotos: a primeira é do hotel em Tampa; a segunda é da banda ’69, que abriu os últimos três shows; a duas seguintes são do Copeland, que abriu apenas o show de Tampa, e lançava seu álbum Ixora; a última, por fim, do show do Anberlin. Nessa dia, por causa da chuva, não levei a câmera melhor. Então só tenho fotos do celular. Estão ruins, mas melhor do que nada.

Outro sufoco foi na hora de voltar. Como após o show eu fui no ônibus do Anberlin e fiquei conversando com a galera, acabei saindo tarde demais para ir embora. Não havia mais táxis. O hotel era longe para ir a pé. E eu também não tinha internet para procurar nada melhor. Seguindo meu instinto, achei uma parada de ônibus, com uma tabela de horários. O próximo passaria em 40 minutos. Fiquei esperando. Voltou a chover. Me abriguei na marquise de uma casa. Por fim, o ônibus passou.

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DIA 5

Último dia de viagem, último show da carreira do Anberlin. O show estava sold out há bastante tempo, mas consegui com o produtor do Anberlin um ingresso para o Renan, que iria sair do trabalho em Miami e (não literalmente) voar até Orlando nos quase 400 km de estrada – no fim, ele acabou perdendo as primeiras músicas.

O show foi no House of Blues, um restaurante/casa de shows que fica dentro da Downtown Disney. E foi muito emocionante. Admito que rolou aquela LAGRIMINHA no final do baile. A camiseta “Anberlin Final Show” de três fotos abaixo era exatamente a ÚLTIMA à venda no merchan. Tanto que é um tamanho menor, PERCEBE-SE.

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Após o show, restava lamentar o fim do Anberlin, dormir no hotel em Orlando e voltar no dia seguinte para o Brasil. Uma bela viagem de última hora. Um dia, com calma, eu conto a SAGA DOS TROFÉUS.

Ou vocês acham que embarcar em um aeroporto americano com quatro troféus que incluem uma BOLA DE FERRO é facil?


Fi sustemol.

30/09/2014

Já que vão encerrar as atividades do Orkut, acabei de fazer o backup do meu. Essa foto é da gravação do ‘Quarto dos Livros’, nosso primeiro CD (2003). Duas perguntas ficam sem resposta:

1) Que música tem esse acorde?
2) Que diabos de acorde é esse?

Orkut acorde


The Final World Tour.

03/09/2014

Eu queria fazer um agradecimento especial a esses cinco caras, que juntos formam o Anberlin. Pra quem não sabe, o Anberlin está em sua última tour, e a banda encerrará as atividades no dia 26 de novembro.

Anberlin Vavo 3 Anberlin Vavo 4 Anberlin Vavo 5 Anberlin Vavo 1 Anberlin Vavo 2

Nesse último fim de semana, eles fizeram três shows no Brasil, em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo. Tivemos o prazer de tocar junto com eles mais uma vez (também tínhamos tocado outros três shows em 2010, em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza).

Talvez eu não exponha isso nas redes sociais tanto quanto o Lucas e o Tavares, mas eu sou MEGA FÃ dessa banda que influenciou muito musicalmente não só eu, mas a Fresno inteira.

Além de tudo, eles são os gringos mais GENTE BOA que conheci na vida, que posso considerar amigos de verdade depois de toda convivência. Valeu Stephen Christian, Christian McAlhaney, Deon Rexroat, Nathan Young e Joseph Milligan! Se não quiserem mais acabar a banda, a gente aceita.

P.S.: eu sempre tenho muita vergonha de tirar fotos com ídolos, mas dessa vez criei coragem e tirei com os cinco.


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