Marrom marrom.

29/06/2015

Aproveitando um então raro fim de semana sem shows da Fresno, em abril de 2010 Maria Paula e eu viajamos a Nova York para umas mini-férias que duraram cerca de 10 dias. Sabe-se que em Nova York, mais precisamente na região da Times Square, existem nas ruas muitas bancas de camisetas/toucas/moletons que têm como intuito vender aos turistas deslumbrados que por ali andam. Sabe-se também que essas peças de roupa normalmente fazem menção à cidade de Nova York. A estampa mais encontrada, e provavelmente também a mais vendida, é a tradicional I ♥ NY.

Pois bem. Depois de muito avaliar, a Maria Paula chegou à conclusão que queria um canguru marrom de tamanho médio escrito I ♥ NY. Não deveria ser difícil encontrar. Havia MUITAS lojas dessas.

Durante os dez dias, olhávamos TODAS as bancas em busca do específico moletom. O nosso código era simples: viu alguma banca com um moletom marrom, bastava gritar MARROM MARROM. Então nós íamos até a banca e verificávamos se aquele era o modelo que procurávamos.

Havia muitos cangurus com a estampa desejada, mas só de outras cores. Havia também alguns cangurus marrons, mas só com outras estampas. Chegamos até a encontrar o moletom marrom com a estampa certa – mas era de outro tamanho.

A viagem acabou e o tal moletom canguru marrom de tamanho médio escrito I ♥ NY não foi encontrado.

Corta pra setembro de 2011. Tendo novas mini-férias de 10 dias, fui mais uma vez a Nova York. Certo dia, em uma caminhada aleatória, se não me engano na 5ª Avenida, me deparei com uma loja onde todos os produtos estavam com desconto. A loja iria fechar em alguns dias. Pendurados na porta da loja, com cartazes anunciando o desconto, estavam dois moletons: um cinza da FDNY e um CANGURU MARROM DE TAMANHO MÉDIO ESCRITO I ♥ NY!!!!!

Marrom marrom edit1200

Ah, vocês não imaginam a sensação de choque e, ao mesmo tempo, felicidade. Comprei o canguru na hora! Não poderia decepcionar os deuses da coincidência. Esse viria a ser o presente mais inesperado já dado na história do mundo.

Curiosidade final: esse moletom estava pendurado há muito tempo naquela porta, sofrendo no tecido todas as ações da poluição e da mudança de clima da cidade. Quanto retirei o cartaz anunciando a promoção, o marrom por debaixo do cartaz, protegido pelo mesmo, estava muito mais claro que o marrom do resto do moletom. Não tenho foto disso, mas a diferença era gritante. Comprei mesmo assim, pois aparentemente se tratava de uma peça única no estoque da cidade.


Brasil com a Argentina.

28/06/2015

Essa foto foi tirada em 20 de agosto de DOIS MIL E DOZE, há praticamente três anos. Desde então, está parada no meu desktop. O objetivo da foto era publicar na ocasião de um jogo entre Argentina e Brasil. Aí eu iria fazer alguma piada em relação às placas e pronto.

Insta Argentina Brasil

Desde então, aconteceram três jogos entre Brasil e Argentina, todos pelo inventado “Superclássico das Américas”: a edição de 2012, em jogos de ida e volta, vencida pelo Brasil nos pênaltis; e o jogo único em 2014, disputado na China, também vencido pelo Brasil. Em todas essas vezes, eu me esqueci de publicar a foto.

Mas agora tudo conspirava para dar certo: Argentina já classificada para a semifinal da Copa América, Brasil enfrentando o Paraguai na outra quarta-de-final, e, principalmente, eu já com a foto engatilhada para publicar no Instagram.

Não deu. Com Argentina x Paraguai classificados, não faria sentido eu publicar a foto. Então eu conto essa história aqui para me livrar dessa maldita foto poluindo meu desktop há tanto tempo. Agora posso apagá-la em paz.

Em tempo: essa é um esquina bem movimentada aqui de São Paulo. Não tem a tradição de uma Ipiranga com a São João, mas pelo menos tem mais RIVALIDADE.


Empate com gosto de vitória. Ou o contrário.

29/03/2015

Olha que absurdo. 

Eu estava acompanhando o jogo Inter x União Frederiquense pelo Campeonato Gaúcho pelo site do Terra no celular. Zero a zero no primeiro tempo. O Inter atacava, atacava, e nada. No 2º tempo, teve um pênalti a favor. Mas o goleiro do União defendeu. Continuou pressionando. Nada de gol. Porra, por que o Diego Aguirre não põe mais um atacante?

No fim, 0 a 0 no placar contra um dos piores times do campeonato. Resultado ruim, pensei. Taí a prova abaixo. 

  

SÓ QUE NÃO. Aí eu entrei no Twitter e li “Inter vence com gol de Valdívia e assume a liderança”. Como assim “vence”??? Eu vi o lance a lance do jogo, foi 0 a 0. Tá ali no print screen, 0 a 0. 

Pois bem, o site do Terra simplesmente OMITIU o gol do Inter. Ignorou completamente, não anunciou nada.  E continuou o lance a lance como se nada tivesse acontecido. Resultado final: 0 a 0. E eu acreditei. 

Coitado do Diego Aguirre. Eu reclamando pra ele colocar mais um atacante, e ele já estava SECRETAMENTE vencendo o jogo. PORRA, TERRA. 


Vim, não vi, não venci.

09/01/2015

Emendando esse post no de ontem, mais uma história sobre a minha passagem CÉLERE pelo Panamá em 2011.

Após assistir o Inter perder para o Independiente de Avellaneda na partida de ida da final da Recopa (venceria a volta por 3 a 1 e seria campeão), dormi e acordei bem cedo para sair junto com um guia e um grupo de venezuelanos que estava hospedado no meu hotel para conhecer os pontos turísticos da cidade. A primeira parada seria no mais famoso deles, o Canal do Panamá. Mais precisamente na Estação Miraflores.

O plano era claro: sair do hotel às 8h45 da manhã para chegar no máximo às 9h na Estação Miraflores. É exatamente às 9 da manhã que os navios começam a cruzar o canal na altura da estação.

Quem me conhece sabe que eu sou pontual e não me atrasaria jamais para a saída do hotel. O problema eram os venezuelanos, compostos de uma criança de colo, idosos e alguns adultos. Dada a homogeneidade do grupo e todas as possibilidades, até que não atrasaram tanto – cerca de 10 minutos. Mas 10 minutos que seriam fundamentais no final da história.

Entramos no carro e fomos calmamente para a estação. Afinal, segundo nosso guia, uma média de 10 navios cruza o canal diariamente naquele horário. No pior dos casos, perderíamos o primeiro, e não seria grande coisa.

Ah, mas o seguro morreu de velho, e não obedecemos o velho ditado. Quis nosso amigo DESTINO que justamente naquele exato dia, SÓ NAQUELE DIA, apenas UM ÚNICO navio cruzasse o canal. Um ponto totalmente fora da curva, um OUTLIER na estatística. Uma pena. Chegamos lá somente às 9h07. E o resumo da ópera é: eu não vi o maldito navio cruzar a estação e eu não vi a engenhoca toda funcionando. A cena quando cheguei já era essa abaixo. O único navio da manhã já tinha passado, e estava pronto para seguir viagem.

Canal do Panama fail edit1200

Ficou curioso que nem eu fiquei no dia? Nesse vídeo abaixo tem uma animação mostrando passo a passo como os navios cruzam o Canal do Panamá:

E nesse vídeo amador é possível ver um exemplo de navio passando de uma eclusa para outra.

Para mais fotos dessa viagem, vejam esse post escrito à época. As fotos no Panamá são as últimas dez.


Fresno, Panamá.

08/01/2015

Em 2011 eu passei um dia e meio na Cidade do Panamá devido a uma conexão voltando de Nova York para São Paulo. Foi por vontade própria, antes que alguém comece a xingar a Copa Airlines. Eu queria apenas conhecer um pouco da cidade, já que eu teria essa oportunidade de um jeito praticamente gratuito.

Cheguei no aeroporto e peguei um táxi para o meu hotel, chamado EURO HOTEL. Deixei as malas e saí para uma caminhada ali mesmo no bairro. Aleatoriamente, saí caminhando a rua do hotel para a direita, procurando algum restaurante, bar ou posto de gasolina para comer alguma coisa. Depois de andar alguns passos, virei a cabeça para a direita e vi esse muro:

Fresno Clima Copeland edit1200

Aí eu fiquei incrédulo. A alguns passos do meu hotel, escolhido na internet com base em alguns comentários de outros hóspedes, tinha um muro escrito FRESNO bem grande. A Fresno Clima, pela minha impressão da hora, era alguma loja de reparo de ar condicionados. Tirei a foto e continuei a minha caminhada.

Estou escrevendo isso quatro anos e meio depois, então esses dias eu comecei a me perguntar o quão real era a minha memória, e o quão eu tinha inventado aquilo dentro da minha cabeça. Vai ver nem era perto do meu hotel, sei lá. Os anos vão distorcendo as memórias das pessoas.

Fui atrás da Fresno Clima na internet e achei esta página no Facebook. Na verdade nem uma página é, e sim um perfil com o nome Fresno Clima Panamá. A foto do perfil é essa:

Fresno Clima Panama perfil

Peguei o endereço do folder (Perejil Calle, 1ra.) e coloquei no Google Maps. Não deu outra. Eu estava absolutamente certo. Vejam no mapa do Google onde fica o Euro Hotel e onde fica a Rua 1ª, ambos marcados com setas vermelhas (o hotel é a estrela amarela):

Mapa Panama Perejil

Agora fazendo a reconstituição do meu itinerário. Saí do Euro Hotel sentido sudoeste, descendo a Avenida Central. Na altura do círculo verde, olhei para a direita e vi o muro escrito Fresno Clima. Lembro que era os fundos/lateral de uma casa. Muito provavelmente de uma casa na Rua 1ª, que tinha um lado virado para a Avenida Central. Essa era a Fresno Clima. Mistério resolvido. Eu estava certo. Não estou ficando louco.

Tudo isso poderia ser resolvido com o Street View, mas o Google ainda não tem o Street View na Cidade do Panamá. Mas um dia terá. Pesquisei e eles já estão fazendo as imagens das ruas. Quando publicarem, eu atualizo aqui.

Não suficiente, no muro também está escrito “Copeland”, uma banda da qual nós Fresnos gostamos muito. No contexto, Copeland é uma marca de compressores de ar condicionados. Já dei um Google e descobri isso também.


Foto: Bob Gruen.

05/01/2015

Essa parece uma foto normal, tirada por qualquer pessoa aleatória. ENGANAM-SE VOCÊS. Eis a história por trás deste retrato.

Bob Gruen 1

O Lucas e eu caminhávamos pelas ruas de Austin, Texas, em direção ao Centro de Convenções da cidade. Durante o festival SXSW, esse lugar é palco de várias palestras, shows, além de ser um ponto de encontro de todos os participantes – principalmente por ter internet de graça.

A cerca de 50 metros do Convention Center, avistamos aquele que aparentava ser Bob Gruen, famoso fotógrafo de diversos artistas do rock mundial, com destaque para a fase em que foi fotógrafo pessoal do John Lennon (a sessão de fotos mais famosa é aquela clássica com a camiseta NEW YORK CITY).

Fomos em sua direção e pedimos gentilmente para tirarmos fotos nossas com ele. A primeira foi Lucas e Bob; a segunda Bob e eu. Antes de ele partir, num rápido pensamento o Lucas disse:

– Agora tu tira uma foto de nós dois.

DE CERTA FORMA, podemos afirmar que a Fresno entrou para o rol das bandas fotografadas por Bob Gruen.

Como a foto acima não prova nada, toda essa história poderia ser uma bela e grande mentira. Por isso reproduzo a foto seguinte para, se não comprovar, pelo menos dar credibilidade a minha história. A foto do Lucas com o Bob Gruen eu não achei. Mas ela existe, provavelmente no celular dele (do Lucas, não do Bob).

Bob Gruen 2


Este post foi escrito apenas para dizer algo muito importante sobre meu avatar.

03/01/2015

Essa foto (ou SELFIE, embora a palavra não fosse usada na época) foi tirada pelo Cuper despretensiosamente durante o carnaval de 2011 em Montevidéu, mais precisamente às 18:38 do dia 04 de março. Dias depois, em 14 de março de 2011, ao usar um programa de manipulação de imagens digitais, recortei a minha cara da foto e a pus como avatar no meu perfil do Twitter.

cara thumbnail Twitter

O Twitter aparentemente sobreviveu à onda das redes sociais e ainda hoje, no primeiro mês de 2015, é uma das ferramentas de comunicação mais populares da internet. Pessoas interagem, eu interajo. Por causa da manutenção deste avatar recebo diariamente inúmeros tweets, tais como os 43 da coletânea que fiz e mostro abaixo.

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Reparem nas datas das mensagens. Em maio de 2011, menos de dois meses depois de estabelecida, já começavam os pedidos para a troca da foto do avatar – pedidos que se estenderam pelos últimos 4 anos.

Este post foi escrito apenas para dizer algo muito importante sobre meu avatar: não vou mudá-lo.


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