O evento onde foi tirada essa foto era aberto, gratuito, em um dia ensolarado, com as atrações Jovanotti, Cafe Tacuba, Bajofondo e Molotov.
Após tomar litros de energético Monster, que era gratuitamente distribuído, e uma boa dose de RASPADINHA COM VODKA, eu e o Lucas fomos até a praça de alimentação. Dentre inúmeros acepipes apetitosos, fixei meus olhos na comida mais bonita que eu já vi: uma PERNA DE PERU INTEIRA, lindamente tostada.
Ao custo de 8 dólares, comprei esta belezura.
O gosto da perna de peru é exatamente o que vocês estão pensando: o melhor do mundo. Devido ao tamanho exagerado, Lucas e eu alternamos mordidas até sobrar só o osso. Que lanche, meu Deus, QUE LANCHE.
Ao segurar esta TURKEY LEG, pude sentir na pele a emoção que estes caras também sentiram em situações muito parecidas com a minha. Realmente, é uma sensação única.
Passei abril inteiro sem publicar nada por aqui. Falha grave. Por mais que recentemente o blog tenha virado quase um álbum de fotos, eu me obrigo a publicar periodicamente por aqui. Sempre com o intuito de eu mesmo ler as minhas próprias histórias quando tiver uns 80 anos de idade. Histórias quase inéditas da minha própria vida, afinal, daqui a uns 50 anos eu não vou me lembrar do que eu andei escrevendo por aqui. Isso se alguém não APAGAR TODA A INTERNET antes. Já pensei nisso várias vezes. Se vão conseguir, não sei, mas que deve ter alguém tentando, isso deve. Bom, não era esse o assunto inicial.
Peru, outubro de 2012. Fui passar o final de semana em Lima, com a motivação da minha viagem sendo “gastar logo essas 30.000 milhas antes que elas vençam em dezembro”.
Ao meio-dia do domingo, fui para a Plaza de Armas ver a famosa troca da guarda. Guardas enfileirados, seriedade britânica, organização e sincronia ímpar. Foi quando uma TIA, alcoolizada ou não, provavelmente sim, começou a dançar empolgadamente em frente aos guardas.
Dançava, caminhava de uma lado para o outro, rebolava na frente dos oficiais. Esse guarda da foto ainda manteve a concentração, mas, ampliando a foto no Photoshop, percebam a quebra de protocolo dos dois oficiais ao fundo, achando graça da cena.
Taí uma boa história para eu relembrar aos 80 anos.
O post acabava oficialmente aqui, mas achei o vídeo da tia dançando e decidi subir no YouTube. Percebam o gingado da peruana. O destaque do vídeo é a batida de continência ao fim da música – o que arranca um leve sorriso do guarda, até então totalmente sério.
Entre Austin e Nova York, passei um dia e meio com o Luringa em Houston. No segundo dia, o dia completo (18 de março), gravamos o segundo episódio do A PÉ. Já estou terminando de editar e, até o meio de abril, publicarei no YouTube.
Antes, no dia 17, fui ao Toyota Center ver o Houston Rockets contra o Golden State Warriors. Os Rockets estavam no meio de uma sequência de sete jogos em casa, dos quais ganharam 5 e perderam 2. Infelizmente, eu fui em uma das duas derrotas. Por sinal, uma das piores da temporada. Acabou 108-78.
As fotos do dia não estão das melhores. Explico. Dias antes, para filmar durante o dia claro de Austin, o Luringa aumentou o brilho do visor da câmera para o máximo. Eu, sem saber, estava tirando as fotos dentro do ginásio achando que todas estavam ficando muito claras. Enfim, demorei para descobrir que o brilho da tela era o problema. Muitas das fotos abaixo eu corrigi MARROMENOS na edição. Deu pra quebrar o galho, né.
Ah, o dia do jogo era St. Patrick’s Day (por isso que havia muitos torcedores de verde nas arquibancadas).
E se algum dia roubarem meu HD externo? E se ele estragar e eu perder todos arquivos? E se um ímã gigante arruinar o HD? Ou então um vírus (mais poderoso que o último, que foi removido)? Aí eu perco não só meus quase 400 episódios de Medical Detectives (toc toc toc), mas as fotos de todas as viagens que eu já fiz.
Pensando nisso, resolvi aos poucos editar e publicar fotos dessas viagens. De Barcelona, por exemplo, eu só tinha feito um álbum de 30 fotos no Facebook. Então, no aniversário de dois anos da viagem, estão aí as demais fotos para a eternidade. Palmas pra véia Cybershot de guerra!
Por um acaso, acabei entrando numa página do Mercado Livre em que um vendedor pede R$ 10 por este vale transporte:
Essa era a clássica fichinha de ônibus de Porto Alegre na minha época de fim de colégio e início de faculdade. Põe aí entre 1996 e 2003, num chute bem por cima. Sobre essa ficha, a marrom clássica, com um bonequinho no meio, eu tenho uma história muito boa para contar.
Não importa quando foi, nem para onde eu estava indo. Eu entrei no ônibus e peguei o vale transporte do meu bolso. Exatamente na hora em que eu fui entregá-lo ao cobrador, a fichinha escapou da minha mão. E onde foi cair? Exatamente na gaveta onde o cobrador guardava todos as outras fichas! E, para completar, o cobrador, distraído, estava olhando para o lado nessa hora.
Agora imagina tu ser um cobrador de ônibus e um adolescente chegar para ti e falar: “Eu juro, a fichinha escapou da minha mão e caiu exatamente onde tu guarda todas as tuas fichinhas. É uma dessas aí.”
Não tive alternativa. Baixei a cabeça, peguei minha carteira e paguei a passagem com dinheiro. Afinal, quem iria acreditar nessa minha história?